O que as ESCOLAS precisam aprender

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O que as ESCOLAS precisam aprender

Mensagem por by.freddy em Qua Maio 14 2008, 17:42

"Imagine que um cidadão tivesse dormido um século e acordasse agora.
O mundo seria uma grande surpresa para ele. Aviões. Celulares. Arranha-céus. Ao entrar numa casa, ele não conseguiria entender o que é uma televisão. Ou um computador. Poderia perder-se num shopping center. Mas, quando ele deparasse com uma escola, finalmente teria uma sensação de tranqüilidade. "Ah, isso eu conheço!", pensaria, ao ver um professor com um giz na mão à frente de vários alunos de cadernos abertos. É igualzinho à escola que eu freqüentei."

O método de ensino da escola hoje, é arcaico.

A escola se mantém fossilizada, num mundo que não pára de mudar. A escola como conhecemos hoje é fruto de uma sociedade forjada no século XVIII.

Essa escola, tão bem organizada ao longo de mais de dois séculos, já não responde às necessidades do mundo. A Revolução Industrial foi ultrapassada pela era da informação.
Há uma década, a força de trabalho era chamada de mão-de-obra. Na virada do século, essa expressão já tinha caído em desuso. Não é mais a mão, e sim a cabeça dos funcionários que interessa.
O ensino não pode mais ser um conjunto de conhecimentos que serve para a vida inteira. As pessoas vão precisar de algo diferente: habilidade de adquirir conhecimentos novos o tempo todo.
Vivemos afogados em informações. A escola ensina a degluti-las. Seguindo esses ensinamentos, vamos nos empanturrar de mensagens repetitivas, inócuas, contraditórias. Ela tem de ensinar a filtrá-las e encontrar o que interessa. Ensinar a escolher.

"A idéia é acabar com a divisão por disciplinas na formação do professor e criar cursos em grandes áreas do conhecimento". Já está se formando um consenso de que a educação terá de abrir mão do excesso de conteúdo das matérias lecionadas. Quando a lição não faz sentido para a vida do aluno, ele não a absorve. "Para adaptar o ensino ao mundo de hoje, precisamos de uma formação mais crítica e cultura, que envolva o cinema, o teatro e a vida urbana."

Quais seriam os princípios de um modelo de escola para o mundo de hoje globalizado, na era da informação?


Itens apontados:
  • Ter pensamento crítico
  • Conectar idéias
  • Saber aprender sozinho
  • Conviver com pessoas diferentes
  • Estabelecer metas e fazer escolhas
  • Ter visão globalizada


(fonte original: Época, abril/2007 - conteúdo extraído do site: Que te interessa)

by.freddy

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Re: O que as ESCOLAS precisam aprender

Mensagem por Fabricin em Dom Maio 25 2008, 01:45

Assinado e apoiado freddy
Posso falar com veemência e concordar com esse seu raciocínio, de que realmente as nossas escolas e professores e a metodologia educacional brasileira( posso dizer assim porque a conheço bem) se encontra ainda preso a princípios de base de ensino para épocas passadas e que hoje já não conseguem acompanhar esse salto e essa mudança gradativa de nossa era, ou seja, o hoje e o amanha(séc. XXI).
Comparando aos métodos utilizados aqui na França, em termos educacionais, conforme o tema em discussão, eles já haviam pensado nisso e se preparado para essas mudanças, e veja bem, que é um pais extremamente conservador, preso a valores culturais.
Existe todo um processo de acompanhamento escolar do aluno desde o seu primeiro dia de aula. Ele ja preparado psicologicamente e moralmente para fazer a sua escolha ( profissão e carreira). E sua vida estudantil se baseia nisso e é totalmente direcionada a esse proposito,ou seja, as matérias que não tem nada a ver com a escolha de profissão dele, não são utilizadas em seu quadro curricular de aprendizado, ele aprende princípios básicos de cada matéria, é normal, mas não é uma exigência ou algo que vai massacra-lo ou que vai coloca-lo em uma situação de desgaste psicológico (confusão mental ou duvida).
Poderiam dizer : " a fabricin é injusto fazer uma comparação assim, Brasil/França, ai é um pais de primeiro mundo e aqui de terceiro."
E eu irei responder: Temos tanto potencial de sermos uma grande potencia quanto eles, temos tudo o que precisamos, o problema é que não aprendemos a utilizar o que temos, e a nossa politica educacional quase que nos obriga a sermos verdadeiros "asnos", não se existe mais reprovação no Brasil, o aluno não é induzido a estudar e sim a freqüentar a escola, não adquirimos hábitos de leitura, temos preguiça de ler, de pesquisar, de querer mudar, o comodismo do brasileiro não deixa.
Nossa sociedade esta presa a "MATRIX" da ignorância, e precisamos nos libertar...
Nos aqui do "UNAGUI" ja conseguimos e, precisamos ajudar aos outros.
valeu Freddy pelo tema em discussão, isso me excita, tenho uma tendência muita grande a anarquia e pela revolução, um desejo enorme de ver algo mudar, para melhor é claro!


Última edição por by.freddy em Dom Maio 25 2008, 18:11, editado 2 vez(es) (Razão : Correção ortográfica: "Editado para amenizar a violência ao português ^^ - Helpinho, ajudando você a ser feliz xD")

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Uma ex-quase-bióloga licenciada. (Exagerei)

Mensagem por Moe em Dom Jun 08 2008, 17:26

Isso me lembra das aulas de licenciatura.

Mudar é simples, mas, não é fácil. O MEC é uma porcaria que só quer resultados e não permite escolas públicas (maioria) mudarem. Gente, é muita pressão: política, econômica, familiar, social, e até emocional do aluno. Um estudante de classe F tem condições de chegar a ser um médico?! Sim! O Brasil oferece bibliotecas, bolsas de estudo, livros. Mas, o interesse por parte do aluno tem que ser enorme.

Fiz primeiro grau em escolas públicas, e segundo grau em particulares. A diferença de conteúdo e abordagem são gritantes. Mas, um aluno que se esforça (infelizmente sozinho e muito disciplinado) conseguiria sim. Porque muitos livros exigidos nas escolas particulares têm em bibliotecas. Ninguém é proibido de entrar na Biblioteca da UFG, UEG ou CEFET. Fora, as muitas bibliotecas espalhadas pela cidade.

Mas, se o assunto é currículo escolar, as coisas mudam. Ensinar o básico só para passar no vestibular e depois desperdiçar? Ou esse conhecimento é de vida? Muita, mas, muita coisa que aprendi na escola me ajuda na vida cotidiana. Especialmente física e química. Por exemplo: já usei aula de eletromagnetismo para consertar o portão eletrônico de um escritório.

O que se discute é o tempo! Conhecimento nunca é demais. O que importa é o que fazemos com ele. As escolas nos transmitem conteúdo, mas, não nos ensina a aplicá-los. Tem muito decoreba, muita rima e pouco emprego. Um aluno na escola causa mais despesas para o governo que um jovem trabalhando.

Mas, o Brasil não vai para frente sem sacrifícios. Estamos com empregos sobrando, mas, sem mão-de-obra especializada! Passamos a sobreviver, e que culpa o aluno tem nisso, se o sistema nunca mudou? Do que adianta conscientizá-lo se os seus pais são tradicionalistas?
O problema não é simples de se resolver.

O tempo empregado nas salas de aula, dedicação, entendimento é muito. Precisa de muita motivação para continuar num sistema de ensino como esse. Professores não são valorizados (financeiramente e as vezes sofrem até ameaças dentro da sala de aula). O comodismo vem chegando, não podem inovar as aulas porque não têm tempo (corrigem provas, elaboram trabalhos, preparam aulas). E de repente, todos perdem o interesse.

Do que adianta um professor ensinar gramática e permitir seus alunos falarem errado na sala de aula? Do que adianta um professor ensinar cinemática e não colocar isso em prática? Do que adianta um professor ensinar biologia sem os alunos verem, tocarem, cheirarem seres vivos diferentes?

Acontece que os professores não podem ficar corrigindo os alunos porque têm que prosseguir com a matéria (diretores e política o pressionam). O governo quer mostrar que durante o mandato dele a educação cresceu, independente disso ser verdade ou não. Como disse o Fabricin, querem frequência do aluno, não resultados.

A classe social é determinante para saber se o aluno vai ou não continuar com os estudos. Famílias precisam se alimentar, e o ciclo vicioso continua. A vontade de muitos professores é tirar do seu salário e ajudar seus alunos, mas, a responsabilidade não é do professor!

Temos muito potencial, os brasileiros são inteligentes e esforçados. Falta incentivo! Incentivo de onde?! De todos.
Não tenho a solução para isso, e se alguém tiver, mande para o MEC. Porque é muito fácil criticar, mas, isso já é um começo. Ver que o problema existe e discuti-lo.

A minha solução é educar dentro de casa, não só meus filhos, mas, até mesmo a minha vizinha, e as amiguinhas dela. Ajudar a fazer a tarefa, regular horários, mexer no computador, desenhar, passar mais exercícios. Talvez assim, posso ajudar a professora que se mata para dar aula a 40 alunos de uma vez. Ensinando três alunos da sala dela. E quem sabe, outra mãe pode fazer isso também. Corrigir quando o filho falar errado, e dar o exemplo. Discutir coisas interessantes em vez de ir para o bar na sexta a noite. O pai pode cancelar um jogo de futebol com amigos, para dar umas dicas no trabalho escolar do filho.
É pouco? Sim! Mas, aos poucos, a criança cria independência, começa a estudar sozinha, e cria um censo de responsabilidade. Melhor que ficar perdida, sem ninguém para ensiná-la ou acompanhá-la. Em que seu único destino seja um emprego qualquer, que só compensa pelo salário e não pela satisfação profissional.

Esse é o meu modo de poder ajudar. Acho que assim pelo menos as idéias podem ser conectadas, podemos dialogar com as crianças, jovens e mostrar já nossa visão de vida. Não deixá-los a mercê da televisão e a mídia manipuladora, mostrar os fatos e como sair dessa MATRIX.

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Re: O que as ESCOLAS precisam aprender

Mensagem por by.freddy em Dom Jun 08 2008, 20:32

Olha Fabricin, Moe, eu só posso agradecer por compartilharem conosco as suas experiências individuais sobre um assunto tão distoante e desesperançoso como este.

Mas vou ficar/juntar com o pensamento da Moe, de que devemos/podemos fazer um passo por vez, dentro de nossa limitação, ajudar quem está próximo, como um gesto de altruísmo e satisfação pessoal (...).

Seria bom se todos (senão a maioria) fizessem isso, não daria certo?

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Re: O que as ESCOLAS precisam aprender

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